Salada Verde

Iniciativa cria biblioteca virtual sobre áreas protegidas brasileiras

Lançada nesta quinta-feira (24), a plataforma Proteja é um projeto colaborativo que reúne documentos e informações sobre áreas protegidas do Brasil

Duda Menegassi·
25 de junho de 2021·3 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Nesta quinta-feira (24), uma iniciativa colaborativa construída por 16 entidades ambientais lançou o Portal Proteja, uma plataforma que reúne informações sobre as áreas protegidas brasileiras. O portal já foi lançado com mais de 700 conteúdos, como pesquisas, bancos de dados, e-books, vídeos e infográficos. As informações podem ser acessadas online e pesquisadas através de filtros específicos ou pelos temas-chave: biodiversidade; floresta e água; pressões e ameaças; economia verde; povos e territórios; e gestão. O projeto é colaborativo e tem como objetivo construir a maior biblioteca virtual sobre áreas protegidas do Brasil.

“O portal é a espinha dorsal de uma iniciativa colaborativa que visa informar, sensibilizar e mobilizar a sociedade em defesa das áreas protegidas do Brasil, que são as Terras Indígenas e Unidades de Conservação, e os territórios que por lei, ou tradição, têm por objetivo a proteção ambiental”, conta Sylvia Mitraud, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), uma das organizações parceiras do portal, durante o evento de lançamento. A pesquisadora reforçou ainda a importância estratégica de ter uma fonte confiável e acessível para buscar essas informações sobre as áreas protegidas.

Portal Proteja funcionará como biblioteca virtual sobre áreas protegidas. Foto: Reprodução

Além da plataforma, a iniciativa engloba outras ações como o Proteja Talks, palestras sobre áreas protegidas, e o também recém-lançado podcast Proteja Brasil, que reunirá convidados de diferentes setores em uma roda de conversa sobre temas que impactam nesses territórios. O primeiro episódio, com o título “O que são áreas protegidas e sua importância para a sociedade”, foi lançado nesta terça-feira (22).

*Em destaque: o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Foto: Marcio Isensee e Sá

  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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Comentários1

  1. Dioclécio Luzdiz:

    A nota da “Coalização e sociedade” é de 25 de junho. Dois dias antes os indígenas receberam gás de pimenta e bala de borracha da polícia. A nota não registra essa violência. Como assim? O Brasil inteiro condenou esse ataque e os cientistas não disseram nada sobre ele?
    Tudo isso acontece num momento em que o país pede a saída do genocida Jair Bolsonaro da presidência. Mas a nota diz que o culpado por tudo isso é uma entidade genérica, “o Executivo”.
    A nota faz um copia e cola de outras manifestações contra o PL 490 afirmando que o PL é inconstitucional… Omite questões importantes. Por exemplo: quem são os beneficiários desse PL? Ela não diz o óbvio: ruralistas e mineradores. Por que? Para proteger o agronegócio.
    Os cientistas, por serem cientistas, deveriam saber que as mudanças climáticas e o aumento de temperatura resultam das atividades do agronegócio. Conhecem o relatório do IPCC? Sim. Também deveriam saber que os territórios indígenas, atacados pelo PL 490, atuam contra as mudanças climáticas – são territórios onde a biodiversidade é protegida da sanha do agronegócio. Se são cientistas sabem disso. Ficaram calados. Preferiram citar nota de colegas que ganharam prêmio Nobel (para mostrar que fazem parte de uma elite), com tema que passa longe do ataque aos indígenas.
    Eis, enfim, uma nota covarde. Se estivesse vivo Darcy Ribeiro, fundador da UnB, estaria envergonhado.
    Talvez Darcy lembrasse aos colegas que chegaram atrasados nessa luta. Há 500 anos que tentam exterminar os indígenas e essa Coalização não consegue nem mostrar isso. Não espanta. As mudanças climáticas são anunciadas pelos povos indígenas há centenas de ano. Sugiro que leiam o livro “A queda do céu”, David Kopenawa. Os hippies, os malucos,… todos falaram antes dos cientistas. Mas estes preferiram apresentar suas queixas nas reuniões entre coleguinhas; escrever para os coleguinhas. Não iriam se juntar com os militantes sem PhD para dizer que o mundo estava se acabando, ora. Igualmente, não vão se juntar a maioria da população que pede a saída de Bolsonaro. A Coalização, muito politicamente, polidamente, e covardemente, prefere tratar no genérico, “executivo”. Diriam: “Deixa o povo nas ruas receber gás de pimenta. essa coisa de cientista militante é para os loucos, como Foucault, Sartre, Darcy Ribeiro…” Essa turma da Coalizão prefere ficar nos gabinetes reclamando no genérico. É menos perigoso. É como esses que vão morar nos Estados Unidos ou no Reino Unido, sob o argumento de que aqui não é possível fazer pesquisa – recebendo dez vezes mais. Rebelde ou mercenário? Ressalvadas as exceções.
    Um assassino se elegeu presidente anunciando o que iria e essa turma ficou quietinha.
    Essa nota medíocre e covarde parece feita pelos mesmos que se calaram quando era para falar. O sotaque é o mesmo…